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no teu norte está teu rosto
no teu centro, teu umbigo
no teu sul, todo meu gosto

Bye Bye Brasil, de Carlos Diegues


Esta é uma pequena parte do processo de trabalho que resultou num mapeamento interessado em reconhecer uma realidade local e espacial, compartilhando visões e perspectivas globais, a partir das tecnologias móveis, digitais e principalmente as tecnologias possíveis.

Durante os encontros algumas questões foram pertinentes ao se questionar sobre os programas incentivos e eventos que nos são disponibilizados como forma de fomento a produção de uma cadeia criativa na Amazônia: Como escapar dos formatos e modelos que reforçam o lugar que a arte ocupa nas estratégias do capitalismo financeiro? Quais os dispositivos que auxiliam a reflexão do uso das tecnologias informacionais em favor de uma visão crítica, poética e política?

Assim, recorremos a conhecer processos de cartografias radicais na região, no Brasil e América Latina, revelando outras formas possíveis de como agir na contramão deste discurso. Revisamos a visão imagética magnífica da floresta e rios, lembrando dos filmes e arquivos documentais, entre tantas referências aindas presentes na nossa memória. Contando e ouvindo as experiências de um grupo, juntamos uma trama de situações e fatos que contam a nossa história. E ao fim, editamos uma coleção de documentos, como um dossiê proposto para ser lido e assistido, como uma laboratório hacker, evidenciando códigos e referências do que nos nos significa alta tecnologia (high tech).

O low tech é high tech.


A canoa traz o homem / a canoa traz o peixe / a canoa tem um nome / no mercado deixa o peixe / no mercado encontra a fome / a balança pesa o peixe / a balança pesa o homem / a balança pesa a fome / a balança vende o homem / vende o peixe / vende a fome / vende e come / a fome vem de longe / nas canoas / ver o peso / come o peixe / o peixe come / o homem? / vende o nome / vende o peso / peso de ferro / homem de barro / pese o peixe / pese o homem / o peixe é preso / o homem está preso / presa da fome / ver o peixe / ver o homem/ ver a morte / ver o peso.

Ver-O-Peso, de Max Martins